samedi 25 mars 2017

Histoire d'un parcours : Dominique Duval (République dominicaine)

Les colonnes de ce blog sont ouvertes aux Français qui font leur vie sur le continent latino-américain. Ce mois-ci, découvrons le parcours de Dominique DUVAL, installée à Saint-Domingue (République dominicaine) :
« Née en Normandie en 1963, je deviens infirmière diplômée d’État en 1985. N’ayant jamais eu l’occasion de voyager en dehors de quelques escapades avec mes parents en France, je n’avais pas exactement le profil d’une future expatriée. C’était sans compter sur les surprises de l’amour qui m’ont fait suivre celui qui deviendra et est depuis 31 ans mon compagnon de vie. 

En 1988, il me propose de l’accompagner et de nous installer dans un pays dont je n’avais jamais entendu parler : le Paraguay. Il se lance dans l’exploitation de terres agricoles et l’élevage, pendant que, de mon côté, j’essaie de m’adapter et d’accepter les grandes différences qui séparent ma terre natale de celle qui deviendra ma terre d’accueil… 
Les débuts sont extrêmement difficiles car je n’ai que 24 ans et suis séparée de ma famille natale. Mais, je passe finalement 21 années dans ce beau pays, « mi tierra colorada » si fertile d'une abondance et d'un potentiel agricole incroyables : des années qui paraissent bien longues au départ mais qui deviennent avec le temps les plus riches en expériences et émotions diverses.
Après quelques expériences professionnelles liées à ma profession (responsable du personnel infirmier et aide-soignant dans une petite clinique de Ciudad Del Este, vente en pharmacie dans la ville d’Hernandarias), je me consacre exclusivement à l’éducation de mes deux enfants nés en 1993 et en 1995.
Une classe de Jules Verne en ... avec Dominique (Ciudad Del Este)
Puis en 1998, je décide de reprendre en charge la petite école Jules Verne et d’en faire l’école française de référence pour y enseigner les mêmes principes et programmes officiels du ministère de l’éducation nationale française, et ceci grâce à l’aide désintéressée d’amis libanais, importateurs  de produits de luxe français. Nous rénovons et agrandissons considérablement les locaux ; nous achetons tout le matériel pédagogique et érigeons toute l’infrastructure nécessaire à la réalisation de notre projet ; nous modifions les statuts de l’association des parents d’élèves et créons la fondation du collège Jules Verne. Enfin, en décembre 1999, le Ministère de l’Éducation nationale paraguayenne reconnaît officiellement le Collège Jules Verne. Entre 1999 et 2008, notre travail permanent permet la diffusion de la culture et de la langue française dans la région de l’Alto Parana, tout en restant en lien avec les représentants français d’Asunción. En 2006, nous ouvrons un lieu pour donner des cours de français langue étrangère dans le centre de Ciudad Del Este. Cette même année, nous obtenons la  reconnaissance du MEC (Ministerio de Educación y Cultura) du Paraguay. Puis s’ensuit l’homologation  par l’AEFE du cycle 2 en 2006, cycle 1 en 2007, cycle 3 en 2008.
Entre temps en décembre 2005, je contribue à l’ouverture du premier consulat honoraire de France à  Ciudad Del Este, dont mon mari devient le premier titulaire dans la région et donc le relais du dispositif consulaire auprès des autorités locales, agissant pour les intérêts de la communauté française et plus largement ceux de la France. 
En 2009, nos enfants arrivent en âge d’intégrer les classes de Lycée et nous décidons de ne pas nous séparer d’eux et de déménager dans un autre pays afin qu’ils puissent continuer leurs études dans un vrai lycée français. Nous choisissons Saint Domingue en République Dominicaine. 
Naturellement, j’intègre immédiatement le conseil d’administration et de gestion du lycée Français et je participe activement à son évolution et à l’éducation de mes enfants. J’exerce également, pendant quatre années, la fonction de trésorière au conseil d’administration. En parallèle, j’assume le même poste au sein de l’association Saint-Domingue Accueil pendant quatre ans : j’en suis aujourd’hui la vice-présidente. Cette association participe activement à l’intégration des nouveaux arrivants français et francophones dans le pays à travers des activités qu’elle organise (sorties familiales, culturelles, caritatives, apéro-rencontre avec thèmes relatifs au pays, petits marchés et réalisation du nouveau Guide d’accueil 2017). Pendant deux ans, je suis aussi la présidente de l’UFE pour la République dominicaine. Pour toutes ces raisons, je suis élevée au rang de Chevalier dans l’Ordre National du Mérite en juin 2009.
En 2014, avec Pascal Drouhaud, Nicole Domino, Sabrina Grazouille et Valerie Hodapp LeCaplain à St-Domingue.
Ma devise est un proverbe africain que j’ai fait mien : "Si tu ne sais pas où tu vas, n’oublies jamais d’où tu viens". Donc, m’expatrier, oui... mais ne jamais oublier mes racines.
Je dédie ce texte à ma famille : d’une part, à mon mari sans qui je n’aurais pas pu faire du bénévolat pendant toutes ces années ; d’autre part, à mes deux enfants dont le travail personnel à Paris me rend fière, mon fils à la grande école d’ingénieur des Arts et Métiers et ma fille en 4ème année à l’IESEG. »

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 História de um percurso : Dominique Duval (República Dominicana)

As colunas deste blog estão abertas aos franceses que fazem a sua vida no continente latino-americano. Este mês, vamos descobrir o percurso de Dominique DUVAL, instalada em São Domingos (República Dominicana) :

« Nascida na Normandia, em 1963, eu me tornei enfermeira diplomada pelo Estado em 1985. Sem nunca ter tido ocasião de viajar, fora algumas escapadas com os meus pais na França, eu não tinha exatamente o perfil de uma futura expatriada. Isso foi sem contar com as surpresas do amor, que me fizeram seguir aquele que se tornaria e se tornou há 31 anos, o meu companheiro de vida.

Em 1988, ele me propôs de o acompanhar e de nos instalarmos num país do qual eu nunca tinha ouvido falar: o Paraguai. Ele se lança na exploração de terras agrícola e pecuária, enquanto que, do meu lado, eu tento me adaptar e aceitar as grandes diferenças que separam a minha terra natal daquela que se tornará a minha terra de acolhimento...

No início, é extremamente difícil, porque eu tenho apenas 24 anos e estou separada da minha família. Mas, finalmente, eu passei 21 anos nesse belo país, « mi tierra colorada », tão fértil, de uma abundância e de um potencial agrícola incríveis: anos, que parecem bem longos, no início, mas que se tornam, com o tempo, os mais ricos em experiências e emoções diversas.

Após algumas experiências profissionais ligadas à minha profissão (responsável do pessoal de enfermagem e cuidadores, numa pequena clínica da Cidade do Leste; venda em farmácia, na cidade de Hernandarias), eu me dediquei exclusivamente à educação dos meus dois filhos, nascidos em 1993 e 1995.


Uma turma do Jules Verne em ... com Dominique (Cidade do Leste)
Depois, em 1998, eu decidi retomar a responsabilidade da pequena escola Jules Verne e de fazer dela a escola francesa de referência para ensinar os mesmos princípios e programas oficiais do Ministério da Educação Nacional francês, e isso graças à ajuda desinteressada de amigos libaneses, importadores de produtos de luxo franceses. Nós renovamos e aumentamos consideravelmente o local; compramos todo o material pedagógico e erigimos toda a infraestrutura necessária à realização do nosso projeto; nós modificamos os estatutos da associação de pais de alunos, e criamos a fundação do Colégio Jules Verne. Enfim, em dezembro de 1999, o Ministério da Educação Nacional paraguaio reconheceu oficialmente o Colégio Jules Verne. Entre 1999 e 2008, nosso trabalho permanente permitiu a difusão da cultura e da língua francesa na região de Alto Paraná, sempre guardando relação com os representantes franceses de Assunção. Em 2006, nós abrimos um local para dar aulas de francês como língua estrangeira, no centro da Cidade de Leste. Nesse mesmo ano, nós obtivemos o reconhecimento do MEC (Ministério da Educação e Cultura) do Paraguai. Depois, seguiram-se sa homologações, pela AEFE, do ciclo 2, em 2006; ciclo 1, em 2007; e ciclo 3, em 2008.

Nesse meio tempo, em dezembro de 2005, eu contribuí para a abertura do primeiro consulado honorário da França na Cidade do Leste, meu marido tornando-se o primeiro titular na região, e portanto, o representante do dispositivo consular junto às autoridades locais, agindo pelos interesses da comunidade francesa e, mais amplamente, da França. Inauguração do Consulado Honorário da França em CDE.

Em 2009, nossos filhos chegaram à idade de integrar as turmas do liceu, e nós decidimos não nos separar deles, e de nos mudarmos para um outro país, a fim de que eles pudessem continuar os seus estudos num verdadeiro liceu francês. Nós escolhemos São Domingos, na República Dominicana.

Naturalmente, eu integrei imediatamente o conselho de administração e gestão do liceu francês, e participei ativamente da sua evolução e da educação dos meus filhos. Eu exerci igualmente, durante quatro anos, a função de tesoureira, no conselho de administração. Em paralelo, eu assumi o mesmo posto no seio da associação Saint-Domingue Accueil durante quatro anos: hoje, sou sua vice-presidente. Esta associação participa ativamente na integração dos recém-chegados franceses e francófonos, no país, através das atividades que ela organiza (saídas familiares, culturais, caritativas, aperitivos com temas relativos ao país, pequenos mercados, e realização do novo guia de acolhimento 2017). Durante dois anos, eu fui também presidente da UFE para a República Dominicana. Por todas essas razões, eu fui elevada ao estatuto de Cavaleiro da Ordem Nacional do Mérito, em junho de 2009.
Em 2014, com Pascal Drouhaud, Nicole Domino, Sabrina Grazouille et Valérie Hodapp LeCaplain em São Domingos
Meu lema é um provérbio africano que eu tornei meu: “Se tu não sabes aonde vais, nunca te esqueças de onde vens.” Portanto, me expatriar, sim... Mas nunca esquecer minhas raízes.

Eu dedico este texto à minha família : por um lado, ao meu marido, sem quem eu jamais poderia ter feito benevolato durante todos esses anos; por outro lado, aos meus dois filhos, cujo trabalho pessoal em Paris me orgulha, meu filho, na grande escola de Engenheiro de Artes e Ofícios, e minha filha, no 4º ano no IESEG. »