mardi 28 février 2017

Edito février 2017 : pour en finir avec la dette publique

Il est temps d’en finir avec cette politique irresponsable de creusement de nos déficits. 

Il est temps que nos candidats aient le courage de dire qu’il est dangereux de vouloir continuer la même politique de facilité menée depuis 1981. 


Nous sommes les seuls, nous Français, à considérer comme acceptable que la France soit le pays où la dépense publique est la plus élevée d'Europe et où les impôts sont donc les plus élevés. Devant nous, c’est le mur de l’effondrement relatif qui se dresse, et qui se rapproche à mesure que nous creusons nos déficits sans jamais rien réformer sérieusement. 

Depuis trente ans, la facilité du recours à l’endettement a permis de ne pas gérer beaucoup de dépenses avec la rigueur nécessaire. C’est exactement ce que je pense, et c’est ce que disait le rapport Pébereau sur la dette, il y a déjà 12 ans. L’endettement de la France, multiplié par 5 en euros constants entre 1980 et 2005, s’est accompagné d’un appauvrissement du pays et de ses habitants.

Si la dépense publique favorisait la croissance, la France serait le pays du monde le plus dynamique ! Le fait que notre croissance diminue continûment depuis trente ans montre au contraire que l'augmentation des prestations sociales, qui est la cause essentielle du gonflement de la dépense publique, est néfaste à l'expansion. 

En 1981, les dépenses sociales représentaient 21,5 % du PIB, elles atteignent presque 27,5 % aujourd'hui. Une envolée due, pour l'essentiel, au vieillissement. La France a donc concentré la hausse de la dépense publique au bénéfice des plus de 60 ans, oubliant d'investir pour la formation des jeunes, l'innovation et les infrastructures de compétitivité. 

Les dépenses publiques s’élèvent maintenant à 57,1% du PIB, nous plaçant en tête de peloton derrière la Finlande. Ces dépenses étouffent le dynamisme de notre économie car elles entretiennent une pression fiscale insupportable sur les entreprises comme sur les ménages. Aucun de nos grands régimes de protection sociale n’est à l’équilibre. Le déficit total restera très probablement au moins égal à 4,5% du PIB en 2017. 

Je suis favorable à une réduction de la dépense publique de 110 milliards d'euros pour commencer à réduire notre dette et amorcer la baisse des impôts. Cela implique de :
- réduire le poids du secteur public : certaines missions peuvent très bien être assurées par le secteur privé et les collectivités publiques doivent se limiter strictement aux missions qui leur ont été confiées ;
- réformer le cadre d’action des collectivités territoriales pour réduire la dynamique de leurs dépenses ;
les strates administratives s'accumulent inutilement par exemple et empêchent d'investir ailleurs : communes, intercommunalités, départements, régions, État, Union européenne (n'y a t-il pas un échelon de trop ?) ; 
- garantir l’équilibre des comptes sociaux si nous voulons les préserver pour nous et nos enfants (date de départ à la retraite portée à 65 ans et harmonisation des régimes de retraite publics et privés) ;
- conduire une politique fiscale cohérente avec le redressement des finances publiques et la compétitivité de notre économie : l'argent que les contribuables mettent dans l'impôt, ils ne le réinjectent pas dans la consommation et donc dans l'économie (donc peu de créations d'emploi et peu de rentrées de cotisations sociales).


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Editorial Fevereiro 2017 : para acabar com a despesa pública
É tempo de acabar com esta política irresponsável de aumento da nossa despesa.

É tempo que os nossos candidatos tenham a coragem de dizer que é perigoso querer continuar com a mesma política de facilidades levada a cabo desde 1981.

Nós somos os únicos, nós, franceses, a considerar aceitável que a França seja o país onde a despesa pública é a mais elevada da Europa, e onde os impostos são os mais elevados.

Perante nós, é o muro do desmoronamento relativo que se levanta, e que se aproxima, à medida que nós nos afundamos nas nossas dívidas, sem jamais reformar nada seriamente.

Há trinta anos, a facilidade do recurso à dívida permitiu gerar despesas sem o rigor necessário. É exatamente o que eu penso, é o que dizia o relatório Pébereau sobre a dívida, há já 12 anos. O endividamento da França, multiplicado por 5 em euros constantes entre 1980 e 2005, foi acompanhado por um empobrecimento do país e dos seus habitantes.

Se a despesa pública favorecesse o crescimento, a França seria o país mais dinâmico do mundo! O fato de que o nosso crescimento diminui continuamente desde há 30 anos mostra, ao contrário, que o aumento das prestações sociais, que é a causa essencial do inchaço da despsa pública, é nefasto à expansão.

Em 1981, as despesas sociais representavam 21,5% do PIB, elas atingem quase 27,5% hoje. Um vôo devido, essencialmente, ao envelhecimento. A França concentrou portanto o aumento da despesa pública ao benefício das pessoas com mais de 60 anos, esquecendo de investir para a formação dos jovens, a inovação e as infraestruturas de competitividade.

As despesas públicas elevam-se agora a 57,1% do PIB, colocando-nos no topo do pelotão, atrás da Finlândia. Estas despesas asfixiam o dinamismo de nossa economia, pois elas alimentam uma pressão fiscal insuportável sobre as empresas como sobre as famílias. Nenhum dos nossos grandes regimes de proteção social está em equilíbrio. O déficit total restará muito provavelmente ao menos igual a 4,5% do PIB em 2017.


Eu sou favorável a uma redução da despesa pública em 110 milhões de euros para começar a reduzir nossa dívida e amortizar a baixa dos impostos. Isso implica em:
- reduzir o peso do setor público : certas missões podem muito bem ser asseguradas pelo setor privado, e as coletividades públicas devem se limitar estritamente às missões que lhe foram confiadas;
- reformar o quadro de ação das coletividades territoriais para reduzir o dinamismo das suas despesas : os estratos administrativos acumulam-se inutilmente, por exemplo, e impedem de investir noutro local: comunas, intercomunais, departamentos, regiões, Estado, União Europeia (não há uma escala a mais?);
- garantir o equilíbrio das contas sociais se nós queremos preservá-las para nós e nossos filhos (data de partida para a aposentadoria levada a 65 anos e harmonização dos regimes de aposentadoria públicos e privados);
- conduzir uma política fiscal coerente com a recuperação das finanças públicas e a competitividade da nossa economia : o dinheiro que os contribuintes destinam ao imposto, eles não reinjetam no consumo e, consequentemente, na economia (assim, pouca criação de emprego e poucas entradas de cotizações sociais).