vendredi 23 décembre 2016

Edito décembre 2016 : l'enseignement français à l'étranger doit rester une priorité nationale

Dans un rapport récent, la Cour des comptes tire le signal d'alarme sur la situation de l’enseignement français à l’étranger. Ce réseau d'enseignement est pourtant unique au monde, tant par sa taille, que par sa diversité et que par l’excellence de ses résultats.

Toutefois, la baisse constante des crédits met en danger l'existence même de ce modèle d'influence de la France dans le monde. Soit les pouvoirs publics prennent des décisions claires et ambitieuses, soit ce bijou éducatif et culturel déclinera jusqu'à disparaître (lire le rapport).

Dans sa lettre ouverte aux Français de l'étranger le 21 novembre dernier, François Fillon s'est engagé à renforcer le lien culturel et éducatif avec notre pays. Pour lui comme pour moi, « les dépenses d’enseignement notamment doivent être considérées comme un investissement stratégique pour la France ». On ne peut pas accepter que les crédits publics alloués à l'enseignement français à l'étranger aient baissé de 8% depuis 2012.

Dans leur rapport, les magistrats financiers reconnaissent que le réseau d'enseignement français à l'étranger est « un précieux outil d'influence et de rayonnement de la France » : près de 500 écoles, dans 136 pays, pour environs 340 000 élèves (140 000 français et 200 000 étrangers). Souvent critiqué en France, le système scolaire français est en effet apprécié à l'étranger : des personnalités notoires en ont bénéficié comme l'actrice américaine Jodie Foster, l'ancien secrétaire général égyptien de l'ONU Boutros Boutros Ghali, l'architecte espagnol Ricardo Bofill ou encore la réalisatrice franco-iranienne Marjane Satrapi.

La Cour des comptes estime que ce réseau est « déséquilibré géographiquement » : incapable d'« établir des priorités géographiques pour les années à venir », il est de plus en plus en concurrence avec les établissements anglo-saxons, en raison même des frais de scolarité qui deviennent exorbitants. Et ce n'est pas fini puisque la Cour prévoit « une nouvelle hausse des frais de scolarité versés par les familles ». Ceux-ci atteignent aujourd'hui 1,8 milliards d'euros quand le budget de l'AEFE n'est que 0,5 milliard.

La Cour des compte conclut son rapport par huit recommandations (voir le détail) que je partage en grande partie, mais pas totalement : j'aurai l'occasion d'y revenir.

La gestion budgétaire de l'AEFE doit être plus rigoureuse. L'évolution des charges (sécurisation des bâtiments, investissements immobiliers) et des ressources (augmentation des frais de scolarité) doit être davantage maîtrisée. Et surtout l'Etat doit assumer sa diplomatie d'influence via le réseau d'enseignement français à l'étranger qui forme les futurs francophiles.

François Fillon y veillera et je l'y aiderai en tant que député.

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Editorial Dezembro de 2016 : o ensino do francês no estrangeiro deve continuar sendo uma prioridade nacional

Em relatório recente, o Tribunal de Contas ligou o sinal de alarme sobre a situação do ensino francês no estrangeiro. Esta rede de ensino é não obstante única no mundo, tanto pela sua extensão, quanto pela sua diversidade e pela excelência dos seus resultados.

Mesmo assim, a baixa constante dos créditos põe em perigo a própria existência deste modelo de influência da França no mundo. Ou os poderes públicos tomam decisões claras e ambiciosas, ou esta joia educativa e cultural declinará até o seu desaparecimento (ler o relatório).

Na sua carta aberta aos Franceses do estrangeiro, de 21 de novembro último, François Fillon comprometeu-se a reforçar a relação cultural e educativa com o nosso país. Para ele, como para mim, « as despesas de ensino, notadamente, devem ser consideradas como um investimento estratégico para a França». Não se pode aceitar que os créditos públicos alocados ao ensino do francês no estrangeiro tenham baixado de 8% desde 2012.

No seu relatório, os magistrados financeiros reconhecem que a rede de ensino do francês no estrangeiro é « um instrumento precioso de influência e brilho da França » : perto de 500 escolas, em 136 países, para aproximadamente 340 000 alunos (140 000 franceses et 200 000 estrangeiros). Muitas vezes criticado na França, o sistema escolar francês é, com efeito, apreciado no estrangeiro: personalidades notórias beneficiaram dele, como a atriz americana, Jodie Foster, o antigo Secretário-Geral egípcio da ONU, Boutros Ghali, o arquiteto espanhol, Ricardo Bofill, ou ainda, a realizadora franco-iraniana, Marjane Satrapi.

O Tribunal de Contas estima que esta rede é «desequilibrada geograficamente» : incapaz de «estabelecer prioridades geográficas para os anos futuros», está cada vez mais em concorrência com os estabelecimentos anglo-saxões, em razão mesmo dos custos da escolaridade que se tornaram exorbitantes. E isso não acabou, pois o Tribunal prevê «um novo aumento dos custos de escolaridade pagos pelas famílias». Estes atingem hoje 1,8 milhões de euros, quando o orçamento da AEFE é de apenas 0,5 milhares.

O Tribunal de Contas conclui seu relatório com 8 recomendações: (ver o detalhe) que eu compartilho em grande parte, mas não totalmente: eu terei oportunidade de voltar a falar sobre isso. 

A gestão orçamentária da AEFE deve ser mais rigorosa. A evolução dos custos (segurança dos prédios, investimentos imobiliários) e recursos (aumento dos custos escolares) deve ser mais controlada. E sobretudo, o Estado deve assumir a sua diplomacia de influência via rede de ensino do francês no estrangeiro, que forma os futuros francófilos.  

François Fillon cuidará disso e eu o ajudarei, na qualidade de deputado.